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Mercados agrícolas iniciam dia com ajustes positivos

A soja teve um início de sessão marcado por forte volatilidade em Chicago


A soja teve um início de sessão marcado por forte volatilidade em Chicago A soja teve um início de sessão marcado por forte volatilidade em Chicago - Foto: Nadia Borges

Os mercados agrícolas internacionais iniciaram o dia com movimentos moderados de alta, influenciados por fatores externos, ajustes técnicos e expectativas relacionadas ao comércio global e às condições climáticas. Segundo a TF Agroeconômica, o comportamento inicial reflete a busca dos agentes por oportunidades após oscilações recentes e a atenção redobrada a eventos geopolíticos e macroeconômicos.

No mercado de trigo, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago registraram leves ganhos, impulsionados por compras de oportunidade após as perdas observadas no início da semana. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente ao euro limita a competitividade das exportações norte-americanas, apesar de os embarques seguirem acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O mercado também acompanha o segundo dia de negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, em Abu Dhabi, com esforços para reduzir divergências e buscar avanços no conflito. No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade no Rio Grande do Sul e leve alta no Paraná.

A soja teve um início de sessão marcado por forte volatilidade em Chicago. O movimento foi desencadeado por sinalizações de contatos entre Estados Unidos e China e pela possibilidade de aumento nas compras chinesas, o que levou a uma reação imediata dos fundos, com reposicionamento agressivo para o lado comprador. Os contratos futuros avançaram mais de dez pontos, sustentando ganhos tanto no grão quanto nos derivados. O óleo de soja operou próximo aos níveis mais altos desde agosto, enquanto o farelo apresentou valorização mais moderada. No mercado físico brasileiro, os preços seguiram pressionados, com leves recuos no interior e nos portos do Paraná.

No milho, os preços também operaram em leve alta na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento positivo da soja. O suporte veio do ritmo acelerado das exportações dos Estados Unidos, que o mercado espera ver confirmado no próximo relatório semanal, e das condições climáticas na Argentina, onde a irregularidade das chuvas mantém preocupações com a produtividade. No Brasil, o mercado físico apresentou valorização, enquanto os contratos futuros na B3 mostraram comportamento misto.
 

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